Geralmente, a família procura por um diagnóstico quando identifica que a criança tem algumas características diferentes das outras: demora em firmar a cabeça, sentar, andar, falar; não compreende as ordens que lhe são dadas; ou tem dificuldade para aprender alguma atividade, principalmente na escola.​

No entanto, esse diagnóstico é um processo minucioso, que envolve a compreensão de diversos fatores, como os genéticos, sociais e ambientais. Por isso, sempre que possível, deve ser feito por uma equipe interdisciplinar, composta por médicos, psicólogos e assistentes sociais.​

Isso é importante porque o indivíduo deve ser avaliado em sua totalidade, para uma compreensão melhor da sua condição. Entre outros aspectos, a equipe médica investiga a história clínica familiar e realiza exames neurológicos e morfológicos; o psicólogo aplica testes e provas; o assistente social avalia a realidade familiar e social em que a criança vive e como isso pode influenciar no seu desenvolvimento.

​​​mindA deficiência intelectual não é uma doença, mas uma limitação. A pessoa com deficiência intelectual deve receber acompanhamento médico e estímulos por meio de trabalhos terapêuticos com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

De forma geral, a pessoa com deficiência intelectual tem, como qualquer outra, dificuldades e potencialidades. Seu acompanhamento consiste em reforçar e favorecer o desenvolvimento e proporcionar o apoio necessário as suas dificuldades garantindo seu bem-estar e inclusão na sociedade.

Quanto antes for realizado o diagnóstico de deficiência intelectual, melhor será a intervenção, diminuindo os riscos e barreiras. Oferecer a oportunidade de inclusão social, escolar e de desenvolvimento da pessoa com deficiência intelectual, investindo em suas potencialidades e capacidades, melhora sua qualidade de vida, aumentando a independência e a autonomia.

Qual é a diferença entre deficiência intelectual e transtorno mental?
Muita gente confunde deficiência intelectual e transtorno mental, mas é importante esclarecer que são bem diferentes, com diagnóstico, etiologia, sintomas e tratamentos bem distintos.

Na deficiência intelectual a pessoa apresenta um atraso no seu desenvolvimento, dificuldades para aprender e realizar tarefas do dia a dia e interagir com o meio em que vive, principalmente os aspectos mais abstratos, e não existe um tratamento visando a cura, nem medicações que diminuam a deficiência. O acompanhamento é feito em serviço de estimulação, de preferência com equipe multidisciplinar e acompanhamento educacional, social e de saúde, que visam diminuir barreiras e oferecer suporte, favorecendo assim a inclusão social da pessoa.

​Já o transtorno mental engloba uma série de condições que causam alteração de humor e comportamento e podem afetar o desempenho da pessoa na sociedade. Essas alterações acontecem na mente da pessoa e causam uma alteração na sua percepção da realidade. Em resumo, é uma transtorno psiquiátrico, que deve ser tratada por um médico, com uso de medicamentos específicos para cada situação.​

Para saber mais sobre o trabalho desenvolvido pela APAE DE SÃO PAULO, acesse o site http://www.apaesp.org.br.

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Desde 2011, o Programa Todos pelos Direitos atua na articulação, mobilização e formação dos atores da rede de proteção e garantia de direitos da pessoa com Deficiência. O Programa tem por objetivo principal pautar os temas da deficiência e da violência, bem como fortalecer a rede de proteção. (11) 5080-7245 – e-mail: todospelosdireitos@apaesp.org.br

 

Autores

Equipe do Programa Todos pelos Direitos

Aracélia Costa – Superintendente da APAE DE SÃO PAULO
Deisiana Paes – Supervisora
Juliana Delfino – Pesquisadora Social
Lilian Cruz – Assistente Técnica
Cleyton Borges – Articulador Social
Daniela Farias – Articuladora Social
Maria Melo – Articuladora Social