A busca pelo primeiro emprego é um grande desafio para a juventude de um modo geral. As expectativas e dúvidas diante desse novo mundo que se abre são enormes e não é diferente para a pessoa com Deficiência Intelectual.

Nossos jovens e adultos apresentam desejo e potencialidades para trabalhar, mas muitas vezes precisam de apoio para aprender conceitos anteriores ao ingresso no mercado de trabalho.  Pensando nisso, desde 2011 a APAE DE SÃO PAULO em parceria com a Secretaria Municipal da Educação oferece o Programa INICIAÇÃO AO MUNDO DO TRABALHO – IMT.

O Programa tem como objetivo possibilitar aos alunos com Deficiência Intelectual a formação do cidadão trabalhador, qualquer que seja sua qualificação específica desejada, envolvendo valores e a construção de um projeto de vida produtiva digna, que contribua para seu desenvolvimento pessoal e sua inclusão social.

profissões2O curso tem duração de dois anos e é dividido por módulos, o que possibilita a flexibilização das entradas e saídas dos alunos.  Os módulos são: Relações Humanas, Comunicação, Meio Ambiente, Cidadania, Empreendedorismo, Informática, Vida, sonho e desejo e Clube do Futuro. As atividades são realizadas por meio de dinâmicas de grupo, confecção de cartazes, entrevistas e atividades lúdicas. Os atendimentos acontecem duas vezes por semana, com 1,5h de duração.

Além das atividades em sala de aula os jovens também participam de atividades externas relacionadas com o tema trabalhado em sala, como: visitas monitoradas a museus, empresas, parques, exploração da cidade, exposições, espetáculos, etc.

As atividades não se limitam apenas as questões pertinentes ao Mercado de Trabalho, sendo trazido tanto para os encontros em sala de aula como nas atividades externas, assuntos referentes ao cotidiano desse jovem, nos quais são discutidos temas como: juventude, inclusão e cidadania.

Um dos principais pontos abordado é a desconstrução e a ressignificação do conceito de trabalho, muitos jovens relacionam o trabalho a uma profissão formal. Conforme as aptidões e desejos do jovem, são apresentadas as possibilidades de atuação como, por exemplo, desde a formação acadêmica à prestação de serviços, para que entenda que a atuação pode ser gratificante, independente da função.

De acordo com o seu desempenho no curso o jovem também poderá ser encaminhado para o Serviço de Qualificação e Inclusão Profissional da APAE DE SÃO PAULO.

 

Autora

adriana-blogAdriana Rafaela de Souza é pedagoga com especialização em Inclusão da Pessoa com Deficiência Intelectual pela APAE DE SÃO PAULO e pós-graduação em Psicopedagogia. Iniciou a carreira na APAE DE SÃO PAULO em 2004 como estagiária do setor educacional, atualmente atua como pedagoga no Serviço de Educação e ministra aulas sobre Deficiência Intelectual no Instituto de Ensino e Pesquisa APAE DE SÃO PAULO.